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📬 Insights da Semana
Edição #47 - Curadoria semanal Solum Capital
Prezado(a),
A Solum Capital compartilha, semanalmente, uma seleção de conteúdos que dialogam com os temas que norteiam nossa atuação: private equity, middle market, economia real, alocação de capital e criação de valor de longo prazo.
Nosso objetivo é contribuir para o debate estratégico e manter um canal permanente de diálogo com nosso ecossistema.
📰 Em destaque
Após 60 mil agentes de IA, a Prosus escreveu um manual e compartilhou
A holding holandesa Prosus (dona de iFood, Decolar, PayU e Just Eat Takeaway) publicou um dos relatórios mais completos já feitos sobre agentes de IA operados em escala. Em 18 meses, criou 60 mil agentes para seus 40 mil funcionários globais e decidiu transformar a experiência em manual público.
Três pontos centrais merecem destaque:
A IA está sendo organizada como força de trabalho. A Prosus classifica seus agentes por senioridade: estagiários, júnior, pleno e sênior. Os mais avançados usam mais de 11 ferramentas diferentes; quase 20 mil já operam em nível sênior;
Apenas 2% dos agentes geram impacto transformacional. A curva é de power law, como no venture capital, poucos agentes concentram a maior parte do valor gerado;
O ganho não é embarcar IA, é redesenhar a organização ao redor dela. A analogia da companhia é poderosa: como na eletrificação das fábricas no início do século XX, os ganhos de produtividade só apareceram quando todo o processo produtivo foi redesenhado em torno da nova tecnologia.
Os casos no relatório são impressionantes: marketplace de afiliados gerando US$ 83 milhões em receita anual porque a IA assumiu sozinha comunicação e onboarding; agente que aumentou 119% os pedidos e 73% a retenção atendendo pequenos restaurantes; assistentes que elevaram em 138% a taxa de reserva em imóveis de temporada.
🔗 Leia a matéria completa no Pipeline
📚 Leitura recomendada
Como o private equity cria valor e por que isso ficou mais difícil
Segunda coluna da Marina Procknor em sequência. Se a primeira foi sobre por que o capital privado global está voltando ao Brasil, esta traz a pergunta complementar: o que separa quem cria valor de verdade de quem só surfou o ciclo?
O ponto de partida é a frase da Bain & Company que resume a virada: "12 é o novo 5". Na década passada, uma empresa precisava crescer 5% ao ano em EBITDA para entregar o retorno-padrão do setor. Hoje, para o mesmo resultado, o crescimento exigido é de 10% a 12% ao ano.
A mudança reorganiza a lógica econômica do setor. Análise da McKinsey/StepStone mostra que expansão de múltiplo e alavancagem responderam por 59% dos retornos globais de Private Equity entre 2010 e 2022. Com juros mais altos e menos espaço para alavancagem barata, a indústria volta às raízes "private equity returning to its roots", como definiu a Apollo no início do ano.
E aqui está o ponto central: o Brasil viveu essa dinâmica antes do resto do mundo. Juros locais sempre foram altos, crédito alavancado nunca foi tão abundante. Resultado: fundos brasileiros tradicionalmente operaram com menos dívida e mais melhoria operacional. Pesquisa da PwC mostra que 64% dos executivos do setor identificam consolidação (buy-and-build) como principal estratégia de criação de valor neste ciclo.
A frase de fechamento da Marina vale ser guardada:
"O diferencial raramente vem de uma grande ideia estratégica. Vem da capacidade de executar, com consistência, uma longa sequência de pequenas melhorias difíceis."
🔗 Veja a coluna completa
🎧 Ponto de escuta
Pedro Janot: Grandes Lições de Vida, Negócios e Liderança
Pedro Janot construiu uma das carreiras mais emblemáticas do país: foi CEO da Richards, trouxe a Zara ao Brasil e foi o primeiro presidente da Azul Linhas Aéreas, passando ainda pela Mesbla e pela Lojas Americanas. Em 2011, após um acidente que o deixou tetraplégico, reinventou sua trajetória e tornou-se referência em liderança humana e propósito nos negócios.
Neste episódio do Market Makers, Pedro fala sobre coragem, vulnerabilidade, cultura empresarial e o verdadeiro papel de um líder. Quem entende que, no fim, negócio é sobre gente. Compartilha os bastidores da chegada da Zara ao Brasil, a aposta contra a Ralph Lauren à frente da Richards, a fundação da Azul, e como conduziu a reinvenção pessoal e profissional depois do acidente.
Mais do que uma sequência de marcos, é uma conversa sobre o que sustenta a liderança quando tudo muda em um instante e sobre como propósito, resiliência e relações verdadeiras seguem sendo as fundações de qualquer construção empresarial que se pretende duradoura. Vale o tempo de escuta integral.
🔗 Escute a conversa completa
📈 Ponto de vista Solum
A reportagem do Pipeline mostra o que a próxima fronteira de criação de valor está exigindo das empresas: não só adotar IA, mas redesenhar a organização em torno dela. A coluna da Marina traduz isso em escala macro: a janela de criar valor por engenharia financeira está se fechando, e o que separa fundos vencedores hoje é a capacidade de executar, disciplinadamente, ano após ano. E Pedro Janot mostra o que sustenta toda execução no nível humano: liderança com propósito e a convicção de que negócio é sobre gente.
Três camadas: tecnologia aplicada com método, execução operacional disciplinada e liderança humana, convergindo no mesmo momento. Para nós, na Solum, não são teoria, são o que perseguimos no dia a dia, em cada empresa que nos tornamos sócios.
Como bem coloca a Marina, o diferencial raramente vem de uma grande ideia estratégica. Vem da capacidade de executar, com consistência, uma longa sequência de pequenas melhorias difíceis. E essa capacidade, no fim, é construída por gente.
Boa leitura e uma excelente semana,
Equipe Solum Capital