📬 Insights da Semana

Edição #43 - Curadoria semanal Solum Capital

Prezado(a),

A Solum Capital compartilha, semanalmente, uma seleção de conteúdos que dialogam com os temas que norteiam nossa atuação: private equity, middle market, economia real, alocação de capital e criação de valor de longo prazo.

Nosso objetivo é contribuir para o debate estratégico e manter um canal permanente de diálogo com nosso ecossistema.

📰 Em destaque

Governança é requisito para sucesso de M&A em médias empresas

Matéria do Valor Econômico traz uma discussão que conhecemos bem na prática: o que separa, no middle market brasileiro, as transações que funcionam das que frustram. O conteúdo traz diferentes visões, mas o ponto comum é claro - o sucesso de uma operação de M&A em média empresa raramente depende somente de aspectos técnicos. Depende, sobretudo, da preparação do empresário para o que vem depois.

Definir os objetivos do crescimento, ter clareza sobre a geração de caixa, organizar a estrutura financeira e contábil, alinhar expectativas sobre o dia seguinte. São esses alguns dos fundamentos que transformam (ou não) uma transação em parceria duradoura.

Donato Ramos, sócio e CEO da Solum, contribui com uma síntese que vale guardar: "A primeira coisa que muda é que você, agora, tem um sócio. Ter um sócio significa dividir definições, estratégias e muitas vezes decisões."

Uma leitura útil para qualquer empresário pensando em receber um novo sócio e investidor.

🔗 Leia a matéria completa no Valor

📚 Leitura recomendada

Do que CEOs não costumam falar

Artigo da Managing Partner da McKinsey para a América Latina sobre a transição psicológica de chegar ao topo. O dado que abre o texto resume a tese: mais de um terço dos novos CEOs fracassa nos primeiros 18 meses, e 90% admitem depois que teriam gerenciado a transição de outra forma.

Quatro ideias do artigo merecem atenção:

  • A passagem de "é sobre mim" para "não é sobre mim" — o CEO menos experiente se pergunta "que legado vou deixar?"; o mais experiente, "qual é o propósito da organização?".

  • Os passos para um começo forte — aceitar que há muito a desconhecer, reconhecer a solidão, ouvir antes de agir, formar uma equipe espelho que corrija pontos cegos, e estabelecer um propósito regenerativo.

  • A coragem como disciplina, não como traço — coragem é reeducar a própria mente para liderar a partir da curiosidade, não da certeza.

  • O valor de regenerar — a grandeza começa quando se deixa de perguntar "o que vou ganhar com isso?" e se passa a perguntar "o que vou regenerar?".

Um texto que conversa diretamente com o do Valor: a mesma transformação pessoal que se exige do empresário ao receber um sócio é a que se exige do CEO ao assumir o comando.

🔗 Leia o artigo no Brazil Journal

🎧 Ponto de escuta

Entrevista de Warren Buffett à CNBC

Primeiro encontro anual da Berkshire Hathaway após a passagem de bastão para Greg Abel, anunciada por Buffett no ano passado. Na entrevista à CNBC, Buffett fala sobre o momento atual da Berkshire, o ambiente para investimentos em empresas, a escolha do seu sucessor e, o que talvez mais valha o tempo de quem ouve, compartilha as filosofias, pensamentos e falas que o tornaram referência mundial, não apenas como investidor, mas na maneira de pensar a vida e as relações interpessoais.

Buffett é referência incontornável para nós. A Berkshire é, em essência, um serial acquirer compounder que opera há 60 anos com horizonte permanente, descentralização e disciplina de alocação de capital. A sucessão para Greg Abel foi conduzida com o cuidado que se espera de quem entende que instituições duradouras não dependem de uma pessoa.

Vale ouvir.
 
🔗 Escute a entrevista completa

📈 Ponto de vista Solum

As três peças desta edição falam, no fundo, da mesma coisa: o que se exige de quem decide construir algo maior do que si mesmo.

A matéria do Valor mostra o que acontece quando um empresário não está preparado para receber um sócio. O artigo da McKinsey, quando um CEO não está preparado para assumir uma instituição. A entrevista de Buffett mostra o oposto, o que é possível quando alguém entende, desde cedo, que liderar é servir, e que o melhor legado é uma instituição que continua viva sem você.

Há uma palavra que conecta as três peças: regenerar. O empresário que recebe um sócio precisa regenerar sua relação com a empresa. O CEO que assume o comando precisa regenerar a organização sem perder sua identidade. E Buffett encarnou a ideia ao longo de 60 anos: construir uma máquina capaz de continuar gerando valor depois dele.

Essa, no fim, é a tese que perseguimos na Solum. Não estamos atrás de empresas apenas para extrair valor, estamos atrás de empresas que possam ser regeneradas, profissionalizadas e construídas para durar. E o middle market brasileiro está cheio dessas possibilidades.

Boa leitura e uma excelente semana,
Equipe Solum Capital