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📬 Insights da Solum
Edição #57 - O que estamos lendo, ouvindo e pensando na Solum Capital
Prezado(a),
A Solum Capital compartilha, semanalmente, uma seleção de conteúdos que dialogam com os temas que norteiam nosso dia a dia. Nosso objetivo é contribuir para o debate estratégico e manter um canal permanente de diálogo com nosso ecossistema.
Nesta edição: por que defendemos que crescimento sem retorno pode destruir valor, uma conversa sem hype sobre o que a IA está realmente mudando dentro das empresas, a lição de disciplina de capital de Warren Buffett aos 96 anos, e por que treinar algoritmos não substitui desenvolver líderes.
🧭 Empresas treinam algoritmos, mas esquecem de desenvolver líderes
Adriano Lima, no Pipeline Valor, argumenta que muitas organizações tratam a adoção de IA como uma questão puramente tecnológica. Compram plataformas, contratam especialistas, redesenham fluxos. Mas deixam em segundo plano quem vai conduzir as pessoas durante essa mudança. Uma pesquisa global da McKinsey com 750 líderes mostra o caminho contrário: organizações que avançam de verdade na adoção de IA tratam a transformação como mudança organizacional, investindo tanto em tecnologia quanto em processos, comportamentos e práticas de liderança.
O ponto central: quanto mais tarefas operacionais forem automatizadas, maior o peso das competências exclusivamente humanas como pensamento crítico, julgamento, inteligência emocional, capacidade de mobilizar pessoas. Tecnologia não compensa deficiência de gestão. Uma empresa com líderes inseguros continuará com baixa colaboração e dificuldade de execução, mesmo com as ferramentas mais avançadas do mercado.
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✍️ Crescimento não é necessariamente criação de valor
No Carta aos Sócios dessa semana, escrito pelo Donato Ramos, nosso sócio e CEO, ele desafia um dos dogmas mais celebrados do mundo corporativo: a ideia de que crescimento, por si só, é positivo. Seu argumento central é que crescimento sem retorno adequado sobre o capital investido pode, na verdade, destruir valor, mesmo enquanto receita e EBITDA continuam subindo.
Usando comparações práticas: duas empresas que crescem o mesmo EBITDA, mas uma investe 3x mais capital que a outra para chegar lá. O texto mostra por que a métrica que realmente importa não é a taxa de crescimento, mas o retorno incremental sobre o capital investido (ROIIC), e como esse indicador tende a cair silenciosamente muito antes de aparecer nos resultados. Ele também aponta um custo raramente contabilizado: a capacidade organizacional, que pode se esgotar antes do capital financeiro.
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🤖 Sem hype: IA vista de dentro
Em um dos painéis do Macro Day 2026 do BTG Pactual, Mat Velloso, Chief Product Officer da Docker e ex-executivo da Meta e Google DeepMind, discute o impacto real da IA nos negócios.
A conversa foge do discurso inflado comum sobre o tema e vai direto ao que realmente está mudando dentro das empresas com a adoção de IA, a partir de quem já trabalhou nos maiores laboratórios do setor no mundo.
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🎂 Warren Buffet completa 96 anos
Em celebração aos 96 anos de Warren Buffett, o episódio do Conversas do Curioso percorre a trajetória do maior investidor de todos os tempos: de uma têxtil falida à Berkshire Hathaway, hoje avaliada em US$ 1 trilhão.
O vídeo destrincha por que, mesmo com o método público desde os anos 1960 (nas cartas anuais de Buffett), praticamente ninguém consegue replicá-lo: a disciplina de alocação de capital, o float das seguradoras que virou uma "máquina de dinheiro" com US$ 400 bilhões em caixa, e decisões ousadas como apostar 40% do patrimônio na American Express durante o “escândalo do óleo de salada”.
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📈 Ponto de vista Solum
As quatro peças desta edição, lidas em conjunto, apontam para uma mesma conclusão sobre o que realmente sustenta a criação de valor de longo prazo.
Donato mostra, com rigor analítico, que crescimento só cria valor quando acompanhado de retorno sobre capital, um lembrete de que números bons na superfície podem esconder destruição de valor por baixo. Warren Buffett é a prova viva dessa disciplina levada ao extremo: 96 anos de paciência e critério na alocação de capital, num método simples que quase ninguém consegue replicar exatamente por exigir disciplina, não sofisticação.
Do outro lado do arco, Mat Velloso e Adriano Lima tratam de uma disciplina complementar: a de liderança. A IA já entrega análise, velocidade e escala, mas continua incapaz de inspirar pessoas, construir confiança ou tomar decisões difíceis em momentos de incerteza. Tecnologia amplifica boa gestão, mas não substitui a ausência dela.
Alocação de capital disciplinada e liderança que sustenta a execução são as duas pernas sobre as quais qualquer empresa, grande ou pequena, com ou sem IA, precisa se apoiar para gerar valor real e duradouro.
Boa leitura e um excelente fim de semana,
Equipe Solum Capital